de sua boca lhe escorria ferrugem,
de suas unhas, escorria o caos,
e, dos seus olhos, nada. Inundados de secura.
Ela imundamente existia.
Estudava a epifania clara
naquele conjunto de prata com vidro;
um amor efêmero, doce, ardente, vermelho.
Corpo Doente.
Apenas uma menina, mas compreendia,
ao contemplar-se nua,
sua esquizofrenia.
Ela suportava a memória pungente,
que
escorria.
Memória de um passado sádico,
a encará-la, gemendo indecentemente,
espelhado.
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