quinta-feira, 27 de março de 2014
24h
Ele acordou para abrir os olhos e ver que o travesseiro no qual estava
deitado não era o seu. Os lençois que emaranhavam suas pernas também não
eram seus, tanto quanto o quarto e a mobília eram estranhos. Sua mão,
quase que movida por uma força própria que fugia do resto do seu corpo,
subiu até seus olhos, para esfregá-los metodicamente. Se ele decidir
levantar para abrir as cortinas, não só a luz desconfortável da manhã
feia de sua cidade invadiria seu quarto, como o barulho dos automóveis.
Mas em lugar algum, digo, além do quarto, ele estaria tão ciente dos
seus passos até aquela cama; seu passado. Em qualquer outro lugar, ele
teria alguma chance de não ser nocauteado. Que se levantem as pernas,
então, naquele andar sem chão do dia a dia. Café da manhã, banho, rua.
Hoje gritaria como um recém nascido...
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